Com atuação consolidada na defesa de direitos no Grande ABC, o Instituto Ficar de Bem reforça a implementação de sua Política de Proteção Institucional (PPI), iniciativa voltada à prevenção e ao enfrentamento de situações de violência institucional dentro de seus serviços. A medida estabelece princípios, diretrizes e procedimentos que orientam a conduta de profissionais e colaboradores, garantindo maior segurança no atendimento a públicos em situação de vulnerabilidade social.
A política contempla principalmente crianças, adolescentes, famílias, idosos, mulheres, pessoas com deficiência e pessoas em situação de rua — grupos que, em sua maioria, já vivenciaram contextos de violência ou fragilidade social. O objetivo é assegurar que o atendimento seja realizado em ambientes seguros, com práticas alinhadas ao respeito, à dignidade e à proteção integral dos direitos.
Entre as ações previstas estão a adoção de critérios específicos nos processos de seleção e contratação de profissionais, a realização de capacitações periódicas sobre conduta ética e a criação de uma comissão responsável pela implementação da política. O grupo também atua no planejamento de ações preventivas e na apuração de eventuais denúncias, fortalecendo a governança institucional.
As famílias atendidas pela organização também são incluídas no processo, recebendo orientações sobre a política, seus objetivos e os canais disponíveis para denúncias. A transparência e o acesso à informação são considerados pilares fundamentais para garantir a efetividade da iniciativa e ampliar a confiança entre instituição e comunidade.
A Política de Proteção Institucional se aplica a todos os vínculos com o instituto, incluindo diretores, coordenadores, equipes técnicas, voluntários, consultores e doadores, independentemente da função ou nível hierárquico. A proposta é consolidar uma cultura organizacional baseada em responsabilidade coletiva e compromisso ético.
“O nosso público é formado, em grande parte, por pessoas que já passaram por situações de violência ou vulnerabilidade. Por isso, garantir ambientes seguros, com profissionais preparados e condutas claras, é uma prioridade para a instituição”, afirma Evenson Robles Dotto. Segundo ele, a política reforça o compromisso da organização com o cuidado, o respeito e a defesa dos direitos de todos os atendidos.
Reconhecido nacionalmente, o instituto integra a lista das 100 melhores ONGs do Brasil e mantém parcerias com o poder público para ampliar sua atuação. Com sede no ABC paulista, a organização sem fins lucrativos atua há 37 anos na defesa de direitos e no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade. Fundado em 1988 como CRAMI – Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância do ABCD, o instituto mantém atualmente núcleos em Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema e Mauá, desenvolvendo cerca de 20 serviços voltados à prevenção, acolhimento e suporte social.
A adoção da Política de Proteção Institucional reforça o papel da organização como agente de transformação social, atuando na quebra de ciclos de violência e na promoção de relações mais justas, seguras e humanizadas dentro das comunidades atendidas.





