27.8 C
São Paulo
quarta-feira, 17 abr, 2024
Portal Big ABC by Juliana Bontorim
Big ABC Principal

Julho Amarelo: Infectologista alerta a população para prevenção das hepatites virais

A campanha Julho Amarelo faz referência ao dia 28 de julho, data escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para celebrar o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Aliás, a campanha visa conscientizar e orientar a população a respeito das consequências das hepatites virais e da importância da prevenção, além do diagnóstico precoce dessas doenças. Segundo o Ministério da Saúde, milhões de pessoas no Brasil são portadoras do vírus das hepatites B e C e não sabem, correndo o risco de desenvolverem a doença crônica, cujas consequências mais graves são a ocorrência de cirrose ou câncer hepático.

A doença

A hepatite é uma afecção do fígado, causada por vários fatores tais como infecções virais, consumo excessivo de álcool, uso de medicamentos que podem lesar o fígado, além de doenças autoimunes. “São três as hepatites virais mais comuns: hepatite A, hepatite B e hepatite C”, explica o Dr. Claudio Roberto Gonsalez, infectologista e prestador de serviços do Hospital América de Mauá.

O diagnóstico das hepatites virais é feito por meio de exames sorológicos em que é investigada a presença de anticorpos no sangue do paciente, sintetizados por ele para agir contra o vírus. Portanto, no exame físico, são pesquisados sinais de doença hepática, como icterícia e aumento do volume do fígado. “Outra forma de diagnosticar hepatites B e C é fazendo a pesquisa do vírus diretamente no sangue por meio de um exame chamado Reação de Cadeia de Proteínas (PCR ou carga viral)”, lembra o infectologista.

Os cuidados

Os sintomas mais comuns das hepatites virais são febre, dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia e astenia (perda ou diminuição da força física), sendo os mais característicos a icterícia (pele e olhos amarelos), colúria (urina escura) e acolia fecal (fezes esbranquiçadas). “A maioria dos pacientes, porém, são assintomáticos”, ressalta o especialista.

O tratamento da doença depende do tipo de hepatite. “A hepatite A é geralmente autolimitada, possui cura espontânea. Já as hepatites B e C também podem se curar espontaneamente, mas ao cronificarem, devem ser tratadas com antivirais”, esclarece o doutor.

Previna-se

Portanto, a melhor estratégia de prevenção das hepatites inclui medidas educacionais de higiene, melhoria das condições de vida. Além disso, com adequação do saneamento básico, e não ter relações sexuais sem proteção. “No caso das hepatites A e B, a vacinação é uma das melhores formas de se evitar a doença. No caso da hepatite A, o saneamento básico e bons hábitos de higiene são importantes fatores protetores. Para as hepatites B e C, o uso de preservativos, o controle rigoroso de transfusões sanguíneas e a pesquisa da doença no pré-natal são métodos utilizados”, pontua Gonsalez.

Aliás, a maior desafio dos especialistas ainda é a falta de conhecimento das pessoas sobre essas doenças. “Existe muita falta de esclarecimento da população. As pessoas praticamente não reconhecem as formas de transmissão e não valorizam o valor da vacinação para esses casos”, finaliza o médico.

Dr. Claudio Roberto Gonsalez, infectologista e prestador de serviços do Hospital América de Mauá.

 

 

 

Texto: Assessoria de imprensa Hospital América

Foto: Divulgação

 

Artigos Relacionados

Praça da Moça recebe 1.000 torcedores na vitória do Água Santa

Juliana Bontorim

São Caetano distribui medalhas para localização de animais perdidos

Juliana Bontorim

Lojinha Solidária disponibiliza roupas de inverno a pessoas em situação de vulnerabilidade

Juliana Bontorim
Carregando....

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Aceitar Saiba Mais

Política de Privacidade & Cookies
error