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Pesquisa da USCS estuda intervenção psicológica de apoio com música durante a quimioterapia

Pesquisa de alunas de Psicologia, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS)

A intervenção psicológica de apoio associada à música pode contribuir para diminuição da tensão, medo e angústia do paciente oncológico, com alteração nos sinais vitais após o uso destas intervenções, durante a quimioterapia? Tal pergunta norteou a pesquisa de Iniciação Científica (IC) das alunas Luciana Supino Geraldo e Natalia Marques Mendonça de Oliveira. Alunas integram o curso de Psicologia, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Trabalho teve orientação da  Profa. Dra. Nirã dos Santos Valentim, da USCS.
Segundo as idealizadoras do projeto, a escolha por este tema surgiu com o intuito de aprofundar o estudo a e pesquisa na interface entre psicologia e oncologia. Dessa modo, dando ênfase à intervenção psicológica associada à música enquanto ferramenta terapêutica.

Caso no Brasil

Para o Brasil, a estimativa realizada para o biênio 2020-2022 mostrou que ocorreriam cerca de 625 mil novos casos de câncer. Dessa maneira, entre todos, o câncer de pele não melanoma o mais incidente, atingindo por volta de 177 mil pessoas. Em seguida, câncer de mama e próstata que podem afetar aproximadamente 66 mil pessoas cada um. Em sequência, aparecem as neoplasias de cólon e reto com 41 mil novos casos previstos, o de pulmão com 30 mil e estômago 21 mil.
Além da revisão teórica sobre o tema, as alunas de IC da USCS foram a campo. A pesquisa foi realizada no Centro de Oncologia Luiz Rodrigues Neves, ambulatório de oncologia do Complexo Hospitalar Municipal de São Caetano do Sul. Local oferece tratamento oncológico, consultas e quimioterapia, pelo SUS.
Entre os resultados obtidos, as alunas relatam que a música se mostrou importante durante o processo da intervenção psicológica, tendo sido bem recebida tanto pelos pacientes como pela equipe de saúde, mostrando-se uma ferramenta importante durante o tratamento oncológico. “Desse modo, a música pode auxiliar na construção ou no resgate das histórias dos sujeitos, sendo o trabalho com uso de músicas com letra um disparador de memórias. Assim, permitindo que o sujeito narrasse sua história através da música, seja pela letra ou pela lembrança que a melodia evocou, funcionando esta musicalidade como evocadora de narrativas, de encontros e de compartilhamentos, o que contribuiu no efeito terapêutico à medida em que possibilitou um maior contato e aproximação com seus sentimentos e emoções, favorecendo também um maior contato com aspectos inconscientes do sujeito”, explicam as pesquisadoras.

Análise

As alunas contam que, após a análise de todos os resultados, e a partir das análises e conclusões, desenvolveu-se um protocolo de atendimento psicológico para pacientes oncológicos durante a quimioterapia. Trazendo medidas de cuidados terapêuticos com os pacientes, para profissionais. Esse protocolo terá disponibilização para o equipamento de saúde e seus profissionais. Parte da pesquisa teve apresentação no VI CONGRESSO BRASILEIRO E LUSO-BRASILEIRO DE PSICOLOGIA DA SAÚDE 2021. Realizado nos dias 19, 20 e 21 de maio de 2021, intitulado “Intervenção Psicológica Breve com música durante a quimioterapia”, na modalidade Pôster.
De acordo com a orientadora do trabalho, os resultados foram importantes porque “A quimioterapia tem sido um dos maiores desafios para quem faz o tratamento oncológico devido às significações de que seus efeitos colaterais seriam mais intensos, e causariam maior sofrimento do que a vivência do próprio adoecimento por câncer. (…) A pesquisa das minhas orientandas Luciana e Natália, trouxe a confirmação científica de que há benefícios tanto psicológicos quanto físicos no atendimento psicológico breve com música durante a quimioterapia, o que pode contribuir como estratégia de psicólogos que trabalham na área da saúde”, avalia Nirã.
Sendo assim, o Programa de Iniciação Científica da USCS tem como público os estudantes de graduação, servindo de incentivo à sua formação. Dessa maneira, despertando vocações científicas e incentivando talentos potenciais dos estudantes de graduação na vida acadêmica, a partir do desenvolvimento de pesquisas com mérito científico.

Da Redação.
Imagem: Divulgação.

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