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quarta-feira, 22 maio, 2024
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Técnica japonesa em artesanato vira renda principal de bióloga

Aspirante a artesã desde a infância, Fernanda Lourenço, 39 anos, formada em Biologia, encontrou na técnica japonesa de criar pequenos bonecos em crochê ou tricô, chamados de amigurumis, a oportunidade de empreender durante a pandemia, depois de ser despedida do emprego em que atuou por 13 anos.

Nascida, criada e residente até hoje no Bairro Santa Terezinha, em São Bernardo do Campo, a pequena empresária transformou o passatempo em profissão. Aliás, atualmente aceita encomendas e envia as produções para todos os cantos do Brasil. 

“As artes manuais sempre me atraíram. Aprendi as primeiras correntinhas ainda criança. Durante a adolescência, aprendi também tricô e ponto cruz. Sempre digo que o artesanato funciona para mim como meditação, higiene mental. Enquanto estou tecendo os pensamentos fluem, e eu me acalmo”, afirmou Lourenço.

De hobby para empreendedorismo

Produzir e criar sempre fizeram parte da rotina de Fernanda, mesmo durante o período em que trabalhava formalmente, as produções eram pessoais ou para presentear amigos e familiares. Mas, os amigurumis, na época, ainda não tinham entrado na programação da artesã, que fazia apenas peças de roupas ou decoração. 

A primeira peça na técnica japonesa veio com “polvo” tecido para presentear uma sobrinha. A partir daquele instante, há três anos, as criações em crochê de bichinhos, santinhas, personagens e objetos decorativos são exclusivamente em amigurumis. Além disso, a nova paixão também despertou a necessidade de estudar e aprender mais. “Hoje trabalho majoritariamente com Amigurumi, os famosos bichinhos de crochê. Mas dizer bichinho de crochê é muito simplista. A imaginação é o limite quando se trata do que é possível tecer com esta técnica”, comentou a empreendedora. 

Portanto, com o desligamento do emprego formal, a incerteza sobre o rumo da pandemia, e muito tempo livre em casa, começou a tecer diariamente. Além disso, Fernanda não via a possibilidade de retornar ao mercado de trabalho rapidamente. Então surgiu a loja virtual no instagram “Um Ponto por Vez”, principal vitrine da marca. 

“O nome surgiu por acaso. Certo dia, enquanto crochetava uma peça particularmente difícil, pensava ‘um ponto por vez, um ponto por vez’. Clique. O nome estava decidido. Gosto de pensar que este nome reflete as construções da nossa vida, sempre uma coisa por vez. Um passo por vez, um tijolo por vez, um ponto por vez. E ainda, ele não me limita ao crochê. Toda a arte têxtil é constituída basicamente por pontos. Sendo assim, eu posso caminhar livremente entre as diversas áreas usando a mesma marca, minha marca”, contou a são-bernardense.

Técnica Japonesa & As criações 

Em junho de 2020, data em que Fernanda lançou oficialmente as produções na internet, surgiu a primeira encomenda da técnica japonesa. “Uma tia pediu uma peça para seu neto, e foi sucesso. Com ela comecei a divulgar meu trabalho entre os amigos, familiares e redes sociais, e mais encomendas surgiram. Junto com elas, o desejo de me aprofundar na técnica, com cursos e workshops, visando a perfeita execução das peças”, salientou. 

Para cada nova peça, um novo desafio, novas oportunidades e o desejo de dar certo segue firme. Os clientes passam a ideia de projeto, e a empreendedora busca modelos disponíveis que satisfaçam o desejo da pessoa. Uma vez determinado o modelo, vem a escolha dos materiais adequados e confecção. Por último, a embalagem cuidadosa e a entrega, presencial ou por correio. “Os relatos que recebo das pessoas que recebem suas encomendas são especiais, e me impulsionam a continuar neste caminho”, declarou.

A paixão pelo artesanato veio do incentivo de pessoas queridas da família de Fernanda, que a motivam cada vez mais a seguir em frente. “Tive, e tenho, muitos exemplos de artesãs incríveis na minha família. Minha bisavó tecia meias perfeitas em tricô, minha avó fazia blusas. Algumas tias são exímias crocheteiras, uma delas infelizmente partiu vítima da Covid. Foram elas que me ensinaram o amor pelo fazer manual e me inspiram. Sinto que as honro em cada peça finalizada. Me realizei no artesanato, e espero continuar espalhando amor através das minhas mãos”, finalizou.

 

 

Fotos: Reprodução instagram Um Ponto Por Vez

 

 

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