A cidade de São Bernardo do Campo será palco, entre os dias 23 e 26 de abril, da 1ª Feira de Economia Solidária e Criativa do ABC, iniciativa que reúne produtores locais, agentes culturais e o público em uma programação gratuita voltada à valorização do trabalho artesanal, da cultura e da inovação social.
Realizado nos Estúdios e Pavilhões Vera Cruz, o evento propõe uma imersão em diferentes expressões da economia criativa, com exposição de produtos feitos à mão, área gastronômica, apresentações culturais, oficinas e espaços de debate. A abertura oficial acontece no dia 23, às 15h, com a presença de lideranças e representantes do Grande ABC.
Mais do que uma feira, a iniciativa se posiciona como um espaço de construção coletiva. Entre os dias 24 e 26, o público poderá participar ativamente da elaboração da Carta Solidária e Criativa do ABC, documento que reunirá diretrizes e propostas para o fortalecimento do setor na região. As atividades incluem oficinas de escuta, diagnóstico e redação, ampliando o diálogo entre produtores, instituições e sociedade civil.
A programação cultural também é um dos destaques. No dia de abertura, a cantora Mariane Mattoso sobe ao palco com repertório de MPB. Na sexta-feira (24), a banda Sapo Banjo traz o ritmo do ska, enquanto o sábado (25) será marcado pela Batalha da Matrix, conectando o evento à cena hip-hop e às manifestações urbanas contemporâneas.
Com foco no fortalecimento de pequenos empreendedores e na geração de renda, a feira reforça o papel da economia solidária como alternativa sustentável de desenvolvimento. A proposta é criar um ambiente de troca, visibilidade e conexão, aproximando criadores, consumidores e instituições como o Sebrae, universidades e a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC.
Organizado pela S.O.S. Billings, com apoio do Ministério da Cultura, do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e da Prefeitura de São Bernardo, o evento busca consolidar a região como referência em desenvolvimento territorial sustentável e inovação social.
Ao reunir cultura, trabalho e colaboração, a feira traduz um movimento crescente de valorização do local, no qual o consumo passa a dialogar diretamente com identidade, propósito e impacto social.





