Novo espaço reforça abordagem terapêutica e qualifica o cuidado no SUS
A cidade de São Bernardo do Campo avança na qualificação do atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) com a implantação de uma sala de integração sensorial no TEAcolhe.
O novo ambiente amplia as possibilidades terapêuticas dentro do Sistema Único de Saúde e passa a integrar os atendimentos realizados no ambulatório, voltado principalmente a crianças e adolescentes.
Um espaço pensado para estimular o desenvolvimento
A sala reúne equipamentos específicos que atuam na estimulação dos sentidos, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental dos pacientes.
O recurso é utilizado tanto em atendimentos individuais quanto em sessões em grupo, sempre respeitando o Projeto Terapêutico Singular (PTS) de cada paciente — estratégia que organiza o cuidado de forma personalizada.
Terapia que atua no cérebro e no comportamento
A integração sensorial, abordagem ainda pouco difundida no SUS, atua na forma como o cérebro processa estímulos.
Segundo especialistas, as atividades realizadas no ambiente ajudam a promover respostas adaptativas, favorecendo habilidades como comunicação, socialização e regulação emocional — pontos frequentemente desafiadores para pessoas com TEA.
Resultados que aparecem no cotidiano
Para famílias que acompanham o tratamento, os efeitos já são perceptíveis. A evolução na comunicação e na interação social está entre os principais avanços observados ao longo do acompanhamento.
O modelo de atendimento também evolui gradualmente: começa, em muitos casos, com sessões individuais e avança para dinâmicas em grupo, respeitando o tempo de cada paciente.
Estrutura e expansão do atendimento
A implementação da sala sensorial faz parte de um processo contínuo de melhoria do serviço. O TEAcolhe vem ampliando sua equipe e estrutura para atender a uma demanda crescente por acompanhamento especializado.
O acesso ao serviço é realizado por encaminhamento da rede municipal de saúde, como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), reforçando a integração do sistema público no cuidado ao autismo.
Mais do que um novo espaço, a iniciativa representa uma mudança de abordagem: um cuidado mais técnico, individualizado e alinhado às necessidades reais dos pacientes.





