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Cidade celebra 100 anos da ‘Semana de Arte Moderna’ com programação cultural

A Secretaria de Cultura e Juventude da Prefeitura de São Bernardo elaborou programação cultural especial para celebrar os 100 anos da “Semana de 22”, a Semana de Arte Moderna de São Paulo, considerada marco fundador do modernismo brasileiro. A abertura do evento, denominado “O Avesso do Avesso – Uma Antropofagia de 22”, será realizada nesta terça-feira (22/2), às 16h, no Saguão do Paço Municipal e contará com apresentação musical, malabares, recital, exposição de artes visuais, reforçando a oferta de cultura de qualidade à população.

Uma das atrações que poderão ser visitadas no saguão do Paço Municipal é a exposição “Para Além da Efeméride”, que traz ao público as esculturas “Homem 2000”, do artista Ture, e “Trezentopéia Amarrada”, do artista Roberto Gianecchini, obras que fazem parte do acervo da Pinacoteca Municipal de São Bernardo. O evento contará, ainda, com apresentação musical com repertório de Heitor Villa-Lobos, malabares, e a leitura de trecho do “Manifesto Antropofágico”, de Oswald de Andrade.

Secretária da Cultura e Juventude de São Bernardo, Ligia Ramos explica que o objetivo da programação cultural elaborada é valorizar e divulgar a importância da “Semana de 22”. “Foi um evento que entrou para a história das artes e da cultura brasileira, rompendo com os padrões da época, e que traz reflexos até os dias de hoje. Procuramos diversificar as atividades ofertadas para contemplar o maior número de pessoas possível, expandindo a cultura à nossa população”, diz.

PARA ALÉM DA EFEMÉRIDE

A exposição “Para Além da Efeméride” acontece até o dia 22 de julho e conta com 47 obras de arte. Além das esculturas expostas no saguão do Paço Municipal, as obras de arte também podem ser visitadas na Pinacoteca Municipal. A mostra apresenta trabalhos de artistas brasileiros de épocas, linguagens, formas, cores, e propostas diferentes, que remetem à brasilidade.

O nome da exposição remete a trabalhos produzidos posteriormente à semana de 22 (entre 1960-2020), mas que podem ser encarados como consequência direta e indireta, estética e conceitualmente, da semana de arte moderna.

A SEMANA DE 22

 A Semana de Arte Moderna se constituiu como um mito fundador de série de vertentes e matizes artísticas e intelectuais que dialogavam com as vanguardas culturais europeias (futurismo, expressionismo, dadaísmo) e estabeleciam conexões para a renovação estética e formal das manifestações artísticas e culturais brasileiras, em suas diferentes linguagens.

Artistas e intelectuais, como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Mário de Andrade, Graça Aranha, Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos, entre outros, protagonizaram apresentações e discussões nas três noites da semana, no Theatro Municipal de São Paulo, rompendo com os padrões da arte acadêmica que dominavam o pensamento e a produção artística e cultural até então.

 

 

Texto: Natália Fernandes

Fotos: Ricardo Cassin/PMSBC

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