São Bernardo do Campo concluiu mais um ciclo da Residência Multiprofissional em Saúde Mental e Saúde da Família, com a apresentação de 11 trabalhos de conclusão desenvolvidos por profissionais das áreas de psicologia, enfermagem e odontologia. As defesas ocorreram nos dias 10 e 11 de fevereiro e marcaram a formação de novos especialistas preparados para atuar na rede pública de saúde.
A residência multiprofissional é uma pós-graduação voltada à atuação no Sistema Único de Saúde (SUS), com duração de dois anos e carga horária de 60 horas semanais. Do total, 80% da formação ocorre na prática, dentro da rede municipal de saúde, e 20% é destinada à formação teórica.
Segundo a coordenadora da Comissão de Residência Multiprofissional (COREMU), Joana Serafim Kobel, o objetivo do programa é qualificar profissionais com visão integral e interdisciplinar. “Nosso objetivo é preparar profissionais para atuarem no SUS com uma perspectiva multiprofissional, garantindo um cuidado que enxergue o paciente em sua totalidade”, afirmou.
Além da formação individual, o programa também impacta diretamente as unidades de saúde do município, ao fortalecer equipes, estimular a atualização constante dos servidores e ampliar a aplicação de novos protocolos e ferramentas de atendimento.
Formação consolidada
Desde sua criação, a residência já formou 21 especialistas em Saúde Mental e 67 em Saúde da Família. A COREMU foi instituída em 2015, o programa de Saúde Mental teve início em 2016 e o de Saúde da Família em 2017.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Dr. Jean Gorinchteyn, a educação permanente é uma diretriz estratégica do SUS. “Quando investimos na formação, garantimos profissionais mais preparados, atendimento mais qualificado e um sistema de saúde mais eficiente”, destacou.
Temas abordados
Os 11 trabalhos apresentados foram organizados em quatro eixos principais:
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Cuidado interdisciplinar
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Determinantes sociais da saúde
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Políticas públicas e gestão
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Promoção e humanização do atendimento
As pesquisas abordaram temas como racismo estrutural e saúde, violência de gênero, saúde da população LGBT, atenção às gestantes, prevenção de complicações do diabetes, saúde bucal infantil, odontofobia, saúde mental, uso de substâncias psicoativas e promoção da saúde entre adolescentes.
Os estudos contribuem para o aprimoramento de protocolos, fortalecimento de políticas públicas e qualificação do atendimento prestado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais serviços da rede municipal.





